sexta-feira, 18 de abril de 2014

Tu crê mesmo não podendo ver?

         Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.
E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco.
Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente.
E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!
Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.



João 20:24-29



          Meditando nessa passagem quantas pessoas não julgam a incredulidade do apóstolo Tomé? No entanto a sua dúvida e incredulidade muito foi necessária para que hoje não vendo possamos crer.  Temos a tendência de questionar, de duvidar, de trazer a lógica para todas as coisas, mesmo quando sequer saibamos como devemos o fazer (questionar).
        Tomé duvidou dentro da vontade permissiva de Deus, tudo registrado na bíblia nos trás um ensinamento.
Natural duvidar, ele (Tomé) assistiu a morte de quem vendia vida eterna, viu seu sofrimento, viu Jesus sendo maltratado, zombado, e nem ele como nenhum dos discípulos entendia que tudo fazia parte da profecia, não conseguiam entender como em pleno auge de sua carreira Jesus teria que ser crucificado. Muitos esperavam um líder que regeria Israel a libertação do domínio de Roma, dos abusos desse império. Mas o plano de Deus era além do que suas mentes afetadas pelo meio que estavam inseridos não conseguiam entender com plenitude todo o mistério que estavam atrelados.
          Antes Deus havia usado Moisés para libertar seu povo da escravidão, o povo foi liberto da escravidão, mas eles continuavam presos em suas mentes, presos na facilidade que a escravidão lhes proporcionava de certa forma, viviam de baixo do julgo de deuses estranhos e não conseguiam mais reconhecer a libertação que Deus lhes proporcionavam, insatisfeitos, reclamando, murmurando, Deus os ensinavam a desenvolver a paciência, a irmandade em pleno deserto, mas naquele momento suas mentes ainda estavam amarradas ao Egito, dessa vez com a vinda do próprio Deus encarnado lhes dava a oportunidade não só de vida eterna, mas de libertação do cárcere de suas mentes, Jesus viveu entre eles e os ensinavam a serem livres dentro de si, os ensinavam a serem felizes mesmo quando as aparências, Status não colaborassem para tal. Jesus havia rompido barreiras, mas ainda assim seus discípulos não compreendiam, Judas jamais entendeu o porquê de tanta temperança, ele esperava um revolucionário forte e desbravador, Jesus o era, mas não para as coisas vãs desse mundo, mas para as que realmente valem a pena. Mas a visão de Judas não estava livre, ele carregava junto aos olhos ataduras construído ao longo de muito tempo, e não permitiu enquanto estava ao lado do Mestre dos Mestres que ele o desatasse.

Quantos de nós procuramos sempre uma razão, uma lógica para as coisas espirituais?
Quantos de nós julgamos os atos de Deus? Não é Ele que decide fazer o que quer como Ele Quer?
Quantos de nós esperamos um ato de Deus e não nos preparamos para os atos que Ele queira fazer? Quantos de nós agimos como Tomé em sua incredulidade, como Judas em seu egoísmo e muitas das vezes traímos a Jesus e Sua causa, enquanto nos dedicamos às coisas que apenas a nós nos interessa? Que nesse momento possamos enxergar onde estamos sendo como Tomé ou como Judas, que possamos nos despir de todo o preconceito e de todo o egocentrismo, e possamos apenas servir, adotar a causa de Cristo como a maior missão de nossa vida. Você tem uma causa?
Jesus continua morto para você, ou já ressuscitou ?


Seja bem aventurado e creia mesmo não podendo ver!!  

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